quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um mundo de possibilidades

O meu cachorro não pode ser jornalista porque ele não é uma pessoa. Tudo bem que de vez em quando ele se comporta como humano e decretou que o colchão que fica na sala é só dele e que todos os chinelos da casa só podem transitar livremente se, e somente se, tiverem as marcas de seus dentinhos de leite. As meias sujas também precisam de seu aval para irem para a máquina de lavar.

Mas fora o meu cachorro, os passarinhos da minha avó, as plantas lá de casa e toda a fauna e flora brasileiras, qualquer um pode ser jornalista. Não é o máximo? Isso que eu chamo de democratização da informação.

Qualquer indivíduo agora pode informar, criticar, analisar, desde que o veículo de comunicação em questão deixe. Se eu tiver olho claro, posso ir pra tevê. Se eu tiver voz bonita, posso ir pro rádio, e se fizer poeminhas de primavera, posso até trabalhar no Estado de Minas!

Então, já que eu posso, vou colocar lentes de contato azuis, contratar um fonoaudiólogo e mostrar todas as minhas redações da quinta série até hoje pra algum dono de jornal. Aí vou ser uma profissional versátil, que pode escolher entre rádio, tv e impresso. Massa.

Mas o melhor de tuuuuuudo isso, é que eu posso trancar a facul, parar de pagar setecentos e vinte e nove reais por mês e começar culinária no Senac. Dá no mesmo.

Por essas e outras que eu digo:
Gilmar Mendes, I love you.





Totó. Desolado porque não poderá publicar os seus artigos

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Notícias da ilha

I don’t have time.

I don’t have time.

Time. I don’t have.

Sou uma pessoa “ I don’t have time” que está perdida na ilha de Lost. E o grande mal de tudo isso é que eu nem estou ganhando dinheiro.

E sinto que isso ficaria melhor se fosse escrito no Twitter.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Diálogo sem Serviço

A invenção do mp3 caiu como um sorvete da Kibon nos dias quentes. É que antigamente nossas viagens eram incrivelmente desconfortáveis e sem emoção. Mas agora, PIMBA, você pode andar por aí ouvindo quem quiser. Ultimamente minha companhia tem sido os rocks dos anos 80. Sentada no ônibus quietinha, com o volume no máximo, tudo que uma pessoa anti-social como eu quer no momento é ignorar as pessoas ao redor e cantarolar a música mentalmente.

MAAAAS, claro que isso não acontece tão fácil. Existem pessoas que parecem ter uma certa inveja da gente, por não possuir um Mp3 de 50 reais (como eu) elas querem vingança, para isso elas usam a tática das conversas cretinas. E foi o que aconteceu comigo. Sente só o nível de conversa da pessoa. E claro, em itálico, estão os pensamentos que eu tive na hora.

Mulher-da-conversa-cretina: Nossa ta calor né?

(Já começou, não percebeu os fones de ouvido não, minha filha?)
Eu: É, ta quente.

_Nossa e o Big Brother heim, quem você acha que ganha?

(Humm, essas vão direto ao assunto...entendi, mas serei educada em respeito a minha mãe)
_Sei lá. Não assisto isso. (Rá, cortei o assunto)

_Eu quero que ganhe a Priscila. Mas eu acho que o Max ganha.

(P*@#a, eu disse que não assisto, cai fora)
_É...eu não assisto, nem sei quem são essas pessoas.

_Fiquei com dó da Ana ter saído, só ficou o lado B na final, sacanagem.

(Pense na educação que sua mãe te deu...1 2 3...Respira...isso, com calma...1 2 3)
_hã...é.

_Por que você não assiste? Esse programa mexe com as emoções da gente, bem interessante, você devia assistir.

(Por HE-MAN. Não acredito que OUVI isso)
_Eu estudo à noite. Chego em casa por volta de 11:30.

_Se a gente olhar bem, eles merecem mesmo o 1 milhão. Tipo, todo mundo fica vendo eles. Eles merecem. Eu queria ir pro BBB.

(Chega, essa aí já foi demais, posso até ouvir no mp3 o Alice Cooper, mandando dar um sopapo nessa mulher.)
_O negócio é o seguinte. Esse é o programa mais vazio e sem conteúdo que eu já vi. Aquele povo fica rico as nossas custas, e como sempre, os trouxas que votam neles ficam pobres. Mesmo se eu não estudasse, não ia assistir. ODEIO esse programa. E um Mp3 é baratinho sabia?

Com isso dei sinal e desci dois pontos antes do que eu queria. Desculpa Mãe, mas conversar sobre BBB é foda. Da próxima vez que uma pessoa vier com esse tipo de conversa vai levar uma voadora. E se essa mulher um dia for parar no BBB, faço questão de ir lá e jogar um saco de tomate nela. Humpt.

Atualizado: Como o nosso amigo Lucas bem citou, saiu o resultado do final dessa bagaça e quem ganhou foi esse tal de Max mesmo. Agora tô procurando essa mulher pra ela tentar adivinhar o resultado da Mega-Sena, bem mais útil. Mas aqui, esse Max é gay? Fiquei em dúvida, e ele ainda ganhou com uma vantagem de 0,24%...hum...Sem falar que ele parece o Mr. Bean.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Coisas (que ninguém quer saber) sobre moá.

Aninha e Srta. Festa me indicaram. Antes tarde que mais tarde, mas aqui estou pra dizer seis coisas que não devem ser interessantes a ninguém, a não ser para meus filhos, num futuro (bem) distante, saberem das esquisitices da mãe. Porém, como não pretendo deixar descendentes ficam aqui informações completamente inúteis sobre minha pessoa.

1) Há uma mulher idosa morando em mim. Uma mulher idosa que faz jus a idade que tem. Que gosta de dormir na própria cama, usar o próprio banheiro, comer comida feita em casa e de deitar cedo, porque "amanhã é um dia cheio de coisas pra fazer". Há quem chame tudo isso de frescura.

2) A mulher idosa não sabe cozinhar e não gosta do ramo. Venera os lanches práticos quando é ela quem prepara a própria comida.

3) Meu irmão (de treze anos) disse que no meu casamento, no lugar da marcha nupcial, vai tocar a marcha fúnebre, de tão velha e caquética que estarei. Vou partir logo pra parte do "até que a morte os separe". Duas coisas para se perceber: a sagacidade do irmãozinho e a proximidade do dia do meu casamento.

4) Três coisas que me deixam com humor de dragão: fome, sono e frio. Se estiver no mês de julho, 22h e o jantar não estiver pronto, é possível que eu destrua tudo num raio de 1okm.

5) Eu falo durante o sono e respondo qualquer pergunta que me façam. E sim, eu já passei aperto por causa disso.

6) Eu não sei fazer contas e por isso escolhi uma profissão que me fizesse lidar com as letras. Vamos ver se dá certo, já que os números não gostam de mim. Se der errado, eu viro hippie e mudo pra Praça Sete.
A corrente tem umas regrinhas básicas, mas como todo mundo já respondeu/linkou/etc, eu vou pular essa parte, ok?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

YEY, memes. Descobri que fazer memes é legal, o Luiz me mandou uma e eu só tenho que agradecer ele por isso. No entanto eu tenho uma dificuldade enorme de me auto-entrevistar. Porém isso é uma experiência interessante, no maior estilo de “auto-descoberta” a gente pode descobri coisa bem bizarras sobre a gente. Afinal quem consegue se descrever com exatidão hoje em dia, não é.

O tema da meme é: 6 coisas aleatórias sobre mim. Primeiro as regras:

Seis Coisas Aleatórias - regras:
1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do meme em seu blogue.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.
5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem.

Agora, let’s go:

1. Para quem ainda não percebeu eu sou totalmente nerd/geek. Uso óculos (quando não esqueço), sou fã assumida de filmes, seriados, games, livros, quadrinhos, anime, mangá, desenhos e por aí vai...mas sem aquele lance de estereótipos que existem por aí. Eu tenho vida social... Humm...ok desconsidere esse comentário.

2. Por falar em nerd, na escola eu era bem CDF, do tipo de CDF que as pessoas sempre queriam sentar ao lado na hora das provas e sempre havia uma certa disputa nos trabalhos em dupla. (Eu era a melhor aluna em física o que aumentava ainda mais a concorrência por mim.)

3. Não sei como expressar o meu amor por doces. Amo chocolate so much... Talvez eu saiba como expressar sim...fazendo academia.

4. Assumo que sou a filhinha da mamãe e a netinha do vovô. Sou mesmo. Como filha única e neta mais velha recebi atenção de todos os lados, fui bem mimada mesmo, só gostaria que alguns parentes parassem de me chamar de “bebê”, por mais que as condições atuais não estejam favoráveis pra mim, eu não tenho mais 5 anos.

5. Não sei andar de salto. Pronto falei. É vergonhoso admitir, eu sei, mas ainda não descobri o segredo dessas coisinhas, talvez eu comece a trabalhar isso esse ano.

6. Eu odeio café. Confesso que ser a única da casa/escola/curso/ou qualquer lugar que esteja a não dar um gole nesse líquido fumegante me faz sentir que eu tenho um par de antenas e que vim de Saturno, mas também não consigo entender o fascínio das pessoas diante de uma caneca cheia de café (talvez tenha algum ingrediente especial né não?). Enquanto não descubro qual é, vou continuar tomando Coca-cola mesmo.


Bom como já deram 6 vou parar por aqui e obedecer as regras da meme. Enquanto vou ali tomar Coca-cola vou deixar aqui os meus indicados:


Indh: http://prainiciodeprosa.blogspot.com/

Patrick: http://demarchelierinwonderland.blogspot.com/

Tamires: http://tamiresemcasa.blogspot.com/

Priscila: http://fatortsunami.blogspot.com/

S. Sohma: http://caminhoinsolito.blogspot.com/

Helena: http://cafecomcigarros.wordpress.com/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Porque eu só funciono em Fevereiro

Não sei como expressar a minha felicidade por Janeiro ter acabado. Sério, Janeiro é o mês mais chato do ano, é como se fosse a “segunda-feira” dos meses. Tudo que é planejado nesse mês é ruim. Tirando é claro, as empolgantes partidas em grupo de Uno que eu venço sempre (Tentem me pegar leigos!).

Janeiro pra mim é o mês do bloqueio criativo, o mês em que estou mais pobre, o mês em que não consigo entrar na internet e o pior: o mês que começa o BBB.

Janeiro acabou, mas infelizmente BBB não, então eu retorno mais que feliz para esse bloguizinho humilde que senti tanta saudade. Eu sei fevereiro não é perfeito, é o mês do Carnaval, mas não tem problema a Tv tá desligada, então nada de Globo e muito menos a novela da mulher do Silvio Santos pulando na minha cara. Nossa que calor que tá isso aqui...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Férias+mineiro=alguma praia do ES

O problema das férias é que nem sempre sabemos o que fazer com elas. Durante o ano inteiro a gente reclama do volume de estudo, do volume de trabalho, do dinheiro pouco, da falta de tempo pra lazer e tudo o mais. O mês de novembro chega junto com a fissura de contagem regressiva pras festas de fim de ano. Chegam as festas de fim de ano e as férias e você simplesmente fica.... à toa.

O problema de ser mineiro é que enquanto turistas do Brasil inteiro viajam pra cá para apreciarem o pão-de-queijo as cidades históricas, você procura um lugar pra ir porque acha a vista da Serra do Curral a coisa mais normal do planeta, nem se espanta com a iluminação da praça da Liberdade e já decorou o nome de cada república de Ouro Preto. Parece que o cenário perde a graça.

O problema de ser um mineiro de férias é que parece haver apenas um destino para o mês de janeiro: praias do Espírito Santo. Absolutamente nada contra os capixabas e a moqueca (hummm), mas o ruim de ir pra lá é que todas as pessoas de Minas Gerais também vão e a possibilidade de você encontrar um vizinho, um professor, um cara que você já pegou e o irmão mais velho da sua melhor amiga conversando no mesmo quiosque é assustadoramente grande. Desastre maior é se o vizinho resolve contar pros seus pais todas as festas que você dá nos finais de semana (enquanto eles acham que você usa o sábado para estudar e o domingo para estudar mais), o professor pergunta por que você saiu da faculdade (quando na verdade você não saiu, apenas não compareceu às aulas durante o semestre), o cara que você pegou te vir de biquíni com 5 quilos a mais e o irmão da sua melhor amiga começa a contar todos os micos que você já pagou na vida.

Minhas férias chegaram e por não saber o que fazer com os dias ociosos, arrumei trabalho. Mesmo assim, o circuito Guarapari-Iriri-Piuma-Itaoca-etc-e-tal me espera e pra evitar catástrofes e preservar minha integridade moral, vou inventar um disfarce bacana e se alguém me reconhecer, vou forçar o melhor dos sotaques cariocas, bem chiado, e dizer que "não, eu não sou de Minaxxx".